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Journalfiction - Um paraíso para quem?



"All perfect light and promisses gotta hold you
a new sensation, a new sensation right now"
[INXS]





Há alguns dias a turma recebeu um convite interessante. Numa manhã de sábado, estaríamos todos no mesmo bat-local para assistir a um filme e discutir sobre o tema que ele propõe. E muita gente aceitou. Não sabíamos exatamente do que se tratava, e eu preferi nem imaginar que tipo de filme seria.


Foi surpreendente. Tanto que resultou num texto lido por alguns amigos e solicitado por várias vezes a publicação dele aqui no blog. E hoje... eu decidi publicá-lo.  ;D




Para ler, clique na imagem que corresponde ao filme, ou aqui.


;D




*** Arquivo disponível em pdf ***

Haroldo e os seus.

.

"Eu era um enigma, uma interrogação
Olha que coisa à toa, boa, boa, boa..."

[Eu sou neguinha? - Vanessa Da Mata]




Nesta segunda, dia 18 de Maio, será aberta oficialmente a exposição "Olhares e Memórias", que trará ao público (e curiosos das artes plásticas) as telas de um dos artistas piauienses mais expressivos. Haroldo Vieira morreu há pouco mais de cinco anos, e ao que parece dedicou sua vida artística ao ato de revelar em cores e traços as formas da negritude brasileira.


Em seu cômodo, em sua sala de estar, com sua família ou sozinho numa cadeira, numa janela, com seu olhar triste, sincero, apaixonado, safado... as diversas facetas dos seus personagens afro-descendentes em suas caras e bocas por vezes cômicas outras nem tanto, é o ponto forte na arte deste piauiense que (segundo informações não confirmadas) morou em Salvador, e faleceu em Brasília, onde ganhou alguns prêmios pelo seu dom e suas obras. 


Pouco se sabe deste grande e criativo artista, mas valiosa é a sua contribuição na arte. Quem se interessar e pensar em conferir, seja rápido, pois as telas estarão dispostas à venda, na Casa da Cultura.


A exposição permanecerá até o dia 13 de junho, mas se eu fosse você, não esperaria tanto.

;D


Foto: Diego Iglesias

A minha luz está aqui...


"One day our generation
is gonna rule the population"
[John Mayer]


Embarquei na idéia de postar sobre um disco que comove, e apresento a minha estrela guia de todas as manhãs, noites, tardes de sono, e festinhas solitárias que faço no meu quarto com meu computador, algumas bebidas e muita música. O que escuto? O carinha que nem sempre repete os solos... John Mayer.


Além de namorar a Jennifer Aniston, muitos dizem que ele tem fama de artista sensível, e com certa frequencia aparece em capas de revistas em seus looks exóticos (como Borat), sempre com alguma ironia aos jornalistas que infernizam sua vida. E mesmo tendo poucos aninhos de carreira - mal completou 31 anos - já carrega vários gramys nas costas e o tão desejado título de músico mais versátil dos últimos tempos.


Suas inspirações são Stevie Ray Vaughan e Jimmi Hendrix, que aliás, teve sua canção "Bold As Love" muito bem regravada por ele. Como se tanta inspiração não bastasse, Mayer ainda tem um pensamento libertário sobre cultura musical, dando total liberdade à troca de seus bootlegs (áudios de shows) na internet, e deixando alguns com livre acesso em seu site... tudo com a intenção de recriar em casa a mesma sensação dos shows. Certamente, um belo presente aos fãs.




Where the light is - John Mayer Live in Los Angeles, é um album ao vivo, lançado em 2008. Começa com cinco canções acústicas, e continua enchendo os ouvintes de boas surpresas, fazendo um verdadeiro apanhado das melhores músicas dos seus sete álbuns lançados anteriormente. "Vultures", "Belief" e "Waiting on the world to change", talvez as mais conhecidas, são divinamente executadas com toques de improviso sutil, mas presente.


O álbum termina com minha canção favorita "I'm gonna find another you". Quando eu penso que ele já passou pelo pop, rock, e groove, ele surge com uma pitada de blues, e invade o meu player com metais, cantos e solos de um blues perfeito...o meu blues!!!


É bem aí que eu morro.


"Girl i see through, through your love.
Who do you love?
Me or the thought of me?"



Recomendo. ;D
Part - 01 and 02


Mas info:

Chinese Democracy


"I’ve got a wicked demon who somehow never fades
I’ve got an empty feeling I won’t be home today
Don’t ever try to tell me how much you care for me"

[Shackler's Revenge - Guns n' Roses]





Ele voltou... e foi com tudo.

Há horas estou tentando escrever algo que possa expressar tudo o que senti ao ouvir o álbum Chinese Democracy na última noite, que como alguns outros, vazou antes do seu lançamento. Coisa que assim como o Keane (cujo cd eu já comprei! haha! bingo!), não tirou o mérito e já me fez entrar na lista de pré-venda. xD~ Eu queria mesmo é o LP, cujas fotos vc encontra aqui, graças à LittleFly que ganhou e aproveitou para presentar os demais fãs com as imagens. Ow man, que lindo... */die*


O cd trouxe músicas que eu já esperava ouvir, pelo fato de Axl tê-las anunciado como parte deste álbum no show de 2001, no Rio de Janeiro (Rock in Rio III). Estas são Chinese Democracy, Street of Dreams, e Madagascar. Se há mais alguma na qual eles tenham tocado naquela época, eu realmente não lembro, e neste momento nem posso conferir na minha VHS (gravada pela globo com comentários de Zeca Camargo...aoeuhaoe! Oh Zeca, eu te odiava mais a cada interrupção! aouehoaeh!).




Antes de falar da banda, começo relatando que achei uma idéia genial colocarem a data de lançamento e venda no dia 23 de novembro, e disponibilizarem algumas músicas para audição no myspace da banda dois dias antes, porque vai de encontro à uma data muito especial: O 110º aniversário de René Magritte, um dos principais artistas do surrealismo. Aparentemente não tem nada haver, mas surreal é a definição perfeita para Chinese Democracy, depois de ouvir tudo o que foi produzido pelo Guns e ainda esperar 15 anos para ouvir mais.

"It don't really matter
You'll find out for yourself
No, it don't really matter
You're gonna leave this thing to
somebody else"

[Chinese Democracy - Guns N' Roses]



Ruim? Bom?
Eu afirmo que é PERFEITO! Meu amigo Paulo Henrique pirou comigo ontem ouvindo cada faixa, e nossa empolgação era tanta, que nós não conseguíamos conversar sobre outra coisa! Ele chegou a comentar que leu relatos de ex integrantes da banda que afirmavam que o Axl é um cara complicado, mas muito talentoso.


E para mim [fãzoca forever], este cd vem provar este talento. Porque se você espera ouvir um Rock n' Roll vazio, sem lógica alguma, só de batidas e gritinhos, nem pense em ouvir este disco. Porque cada batida dá uma intensidade a mais à frase, e os efeitos dão mais vida à idéia que se deseja passar. Como parte do discurso "I have a dream" de Martin Luther King, no meio da música "Madagascar", cai como uma luva... Acho que os tibetanos também tem este sonho. xD~


"No one ever told me when I was alone
They just thought I'd know better, better"

[Better - Guns N' Roses]



"Better" me cativou tremendamente. Os solos de guitarra mesclados à batida da outra estão psicodélicos. "Shackler's Revenge" é música para pular e gritar desesperadamente o seu refrão. Meu Deus, o quê que é isso doidooo??? Os efeitos lembram as melhores músicas de Slipknot! Mas tem algo mais... é Guns! Do jeito que eu gostaria de ouvir!


"If the World" começa com uma viola espanhola. Bem Madonna mesmo...oauehaoeuh! Só que, numa levada mais samba-rock... Mistura pop? Amigo, pode chamar do que quiser, mas eu adorei! E quero ouvir até enjoar!

"Prostitute" e "There was a time" tem um comecinho meio gótico, muitos instrumentos orquestrados, mesclados a um ritmo pulsante. Não é aquela coisa deprê de "November Rain", por exemplo. Mas para não perder a essência, tem uma música deprê no álbum sim! E ela se chama "This I love" (parece até o André Matos cantando... xD).






"I.R.S", "Scraped" e "Catcher in the Rye" talvez sejam as músicas que mais se aproximam do antigo GNR. E mesmo assim na hora do "na na naaa nanana naaa" você, com toda certeza, mudará de idéia.


Por fim, a canção que me fez pirar de vez foi "Sorry" que tem uma participação bem especial: Sebastian Bach! Ao ouvir esta, juro a você que senti vontade de virar um fantasma daquelas backing vocals que usavam vestido tubinho preto com luvas até o cotovelo. aouehaoeuha xD~


Só tenho uma coisa a ressaltar...Ouça!
Porque mais uma vez, os críticos estão acabando com um dos discos mais fodas. E você não vai saber o que se sente ao ouvir, se vc não der a si mesmo este luxo! A primeira faixa vai tirar seu fôlego!



Mas agora, o que esperar da banda?








Sabemos que dezenas de músicos passaram pelo Guns e deram sua contribuição. Também sabemos bem que o humor de Axl Rose é algo demasiadamente imprevisível. Mas há algo me deixou intrigada e ao mesmo tempo me fez crer que este é o melhor cd da carreira dele. Veja os dois vídeos abaixo e entenda o porquê...


O primeiro é do Rock in Rio 3, o célebre show de 2001 no Rio de Janeiro.
Observe as atitudes do Axl, e sua desenvoltura ao cantar... A música é "Street of Dreams".





Agora, veja um vídeo gravado ano passado, na Alemanha. E encare a mudança!





E diante no vídeo acima, eu posso dizer que divas em decadência deveriam seguir este exemplo.
Britney querida, pegue umas aulinhas! Amy... vê isso, você ainda tem chance amigaaa!




Sentiu?
A mudança é brusca, a começar pela voz. Técnica e improviso no ponto certo.
O cansaço, palidez e excesso de peso deram lugar aos dreads (trancinhaaaa! \o/), a um rosto corado e saudável. Atitudes bem pensadas, dinamismo, pique, e uma produção bem feita.


Matou a charada? O que derrepente me fez pensar que este é o melhor disco de todos?

R_ O mesmo motivo que me faz pensar que os próximos shows serão os melhores. Você notou a harmonia no palco entre um show e outro? Os ataques de raiva do Axl deram lugar às risadas e brincadeiras que eu só via nos shows bem mais antigos da banda, na época em que eles eram felizes e não sabiam. [Só agora
November Rain está sendo tocada de um jeito bem menos depressivo!]


Na atual formação estão Brain (bateria), Dizzi Reed e Chris Pitman (teclados), Tommy Stinson (baixo), Bumblefoot, Richard Fortus e o fodástico Robin Fink (guitarras), além de Axl Rose (vocal / apito / piano). Todos bem arrumadinhos com roupinhas legais, aparentemente limpas, excluindo alguns gestos obscenos da performance para pular, dançar, correr e arrebentar com um som incrivelmente perfeito, e carisma nas expressões.


Parabéns! Juro que não esperava me surpreender tanto!


Mais info:
http://myspace.com/gunsnroses
http://www.gunsnrosesbrasil.com/
http://www.gunsnroses.com/


Vídeos New Guns N' Roses:
-
Patience
-
Paradise City
-
November Rain


;D

Adivinha quem voltou???


Isso mesmo!
Aquele review do Keane, que misteriosamente desapareceu do blog.

Já ouviu o novo cd dos mocinhos? Sim sim!
Perfect Symmetry.


Clique no álbum e mergulhe na batida de "Perfeita Simetria".


P.S.: Leia...antes que apaguem!

A Perfeita Simetria de Keane

"I'm going to turn up the volume
I'm going to turn up the volume
I'm going to turn up the volume
Till I can't even think"
[Keane - Playing Along]



Buenas Senhoras e Senhores!!!


É um prazer imenso abrir este link e ver comentários do tipo "atualiza Tânia"...aoeuhaoeuah! Isso realmente me comove. De volta às postagens trago o link de uma das maravilhas perdidas na net antes de seu lançamento.


Já ouviu o novo cd do Keane? Sim sim!
Perfect S
ymmetry foi lançado há dois dias na Inglaterra, e mesmo antes disso você já poderia ouví-lo...


Digo a você que para mim a simetria não é tão perfeita quanto foi o primeiro. Mas novos tons, harmonias e ritmos é o que toda banda legal está tentando em tempos atuais (Coldplay que o diga! -bleh-), então é perdoável o abalo que a surpresa me trouxe na primeira audição. Mas também afirmo que o abalo foi só pelas primeiras canções.


Este é um disco que você não pode ouvir e simplesmente descartá-lo. "Spirraling", a primeira faixa, não é uma música com o "jeitinho Keane" de sempre. No começo dá até pra pensar que é Hanson, Menudos ou alguma coisinha para "balançar o corpitcho". Mas é só o começo da música mesmo. Depois você percebe que não tem nada haver com bandas teens, e que, na verdade, parece mesmo é com alguma música do Michael Jackson. (-hahahah-) Eu diria até que os robozinhos do clip imitam aquele do Jackson dançando em frente a Tv no filme Moonwalker.






O disco é composto por 11 faixas, parece que há uma 12ª que seria bônus de uma edição japonesa, chamada "My Shadow"... mas só vou saber mesmo quando comprar o meu, porque não a encontrei nos raros links de download (isto é até legal, mais surpresinha pela frente).


Mas caaaaaalma! Não pense que o disco é ruim.
Negativo!


O disco é lindo!


A segunda música por exemplo, é comparável à U2. "Lovers are Losing" é sem dúvida a música que mais me tocou depois de ouvir o disco repetidas vezes, fazendo "You Don't See Me" perder este posto facilmente no ranking das melhores, por ter uma melodia um tanto quanto cansativa de pianinho.


"You Don't See Me" no entanto, é a música preferida do meu irmão de cinco aninhos. E se Keane faz uma criança de CINCO anos parar e ouvir, e depois ficar viajando com o som desta canção, ao ponto de pedir para tocá-la antes de dormir, é porque no mínimo a música é chibaaaaaaaata. (e não adianta nenhum engraçadinho querer comparar à Xuxa ou coisas infantis porque este pequenino só escuta bossa nova, Beatles e sons mais interessantes ;D - fazer o quê né? Filho de maestro >.< )

Neste disco você encontra de tudo como palminhas e até algo oriental, num som que lembra um Shamisen (será?) ou um Koto (é mais provável) na música "Better Than This" que faz uma mistura com pop, tornando o ritmo bem dançante. Há um lindo blues em "Love is the end". E música de fazendinha também, com "Playing Along" (acho que isto explica a camisa quadriculada do Tom ¬¬).


Confesso que cometí a gafe de ouvir o início de "Again and Again" e pensar que era alguma música de The Killers perdida no meu player... Mas logo o Tom Chaplin soltou sua voz e veio Tim Rice-Oxley com seus dedinhos, acompanhados pela batida perfeita do Sr. Hughes... e foi aí que eu percebí que deveria deixar de comparações. Como dizem por aqui: "Rá-xeeeeega!"


São coisas novas de uma banda formada por pessoas de muito talento, inteligência e bom humor.

...E lindooooooooos! ;D

"Give me your hand

Cut the skin, let me in

The molecules of us

Bleeding into one again"

[Keane - Black Burning Heart]


As outras músicas são realmente perfeitas. É o tipo de álbum que eu gostaria de ouvir me balançando numa rede, posta na varanda, num dia de chuva branda. Ou numa situação completamente diferente desta (sentada no ônibus, talvez?). O fato é: eu o quero bem perto de mim por tempo indeterminado. Excluindo uma ou duas músicas (isto com certeza inclui Spirraling!) pelo menos até me acostumar a elas.




Mas não posso deixar de ressaltar que me preocupa esse novo estilo nada sexy de Tom Chaplin, que pulou do modelo "Hobbit em seu condado", para o "popstar super bem vestido", e agora aHaZaa numa versão "Chico Bento e sua camisa quadriculada". Oh Cristo, olhai pra isto.



Love is the end (live) - Keane


Ouça:



Hopes and Fears - 2004







Under the Iron Sea - 2006






Perfect Symmetry - 2008




Links:

;D

Todo mundo que vale a pena conhecer

"Como se sente sendo uma das pessoas bonitas?"





Um dos livros que lí recentemente foi "Todo mundo que vale a pena conhecer".

É da mesma autora do best dos best dos best-sellers de alguns anos atrás, muito conhecido após o filme com a (salve-salve!) Meryl Streep "O Diabo Veste Prada".



Eu diria que tem um enredo parecido, mas de certa forma é bem melhor.
Tem umas situações super engraçadas, como os ataques de nervosismo de Bette ao reencontrar o seu arqui-inimigo-futuro-príncipe-encantado na porta da boate, logo no comecinho, depois de uma saia justa entre ele, ela e um guarda-chuva.




Eu sei que você não vai entender nada com isso (a menos que tenha lido o livro, claro - cof cof!), mas nem adianta esperar porque não vou postar spoilers hoje.... kkkkk!



Mas eu indico!
Principalmente para as meninas (ou meninos descolados) que adoraram o primeiro livro de Lauren Weisberger... Este é uma coisa mais picante, recheado de festas, drinks e "cafés com leite desnatado aromatizado com baunilha, sem açúcar, extra-quente, e sem espuma".




rsrs...

Balanço da Semana [Parte 2] - Lirinha!

E na escuridão...a luz!



"Vendo a luz do céu...quem quer comprar?"



A semana continuou sem muitos planos. Até encontrar minha amiga Edienari no msn e confabular a idéia de ir ao Teatro Lusófono ver meu palhaço de circo sem futuro predileto. As coisas não pareciam estar dando muito certo, mas do nada ela me liga e nós resolvemos ir.


E foi mágicooooo!!!

A peça se chamava "Mercadorias e Futuro", um solo protagonizado por Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), sob as calças, camisas, paletós e bugingangas de "Liróviski - o caçador de profetas".



Tendo na boca as fábulas de um vendedor ambulante, Lirósviski tenta mostrar que o livro que ele quer vender a você, vale mais que aquele cara que o escreveu. Mas ao mesmo tempo pergunta: "quanto você pagaria nele?"


"Mas veja bem: eu deixei minha casa, minha mulher, meus filhos,
minha televisão, meeeuuu sofaaaaá...pra escrever o livro!"


A peça é cômica. Traz músicas hilárias (canta mãe!) e super bem produzidas, tem um efeito de luzes excepcional. É um monólogo que passa e vc quase nem sente de tão dinâmico e tão empolgante que é.


Soube através do amigo Kaefe que a Revista Veja fez críticas um tanto quanto pesadas à peça. Uma pena... sinal de que tais pessoas não conhecem o sertão, seus reboliços e as artimanhas super engraçadas de seus habitantes. Na matéria retrataram o artista com deboche (surpresa denovo! hehehe!), como sempre se vê... Aliás, ao comentar com alguns amigos no msn, muitos disseram coisas do tipo: "se na Veja está escrito que não presta, é porque deve ser fascinante!"

...fazer o quê né? (reputação nota 10! ...oauheoauehaoeh!)



Sejamos justos, a quantas coisas na vida você dá o devido valor hoje?
É demais parar pra pensar nisso?

A peça é, no mínimo, uma forma muito inteligente e agradável de se lançar um livro. Uma viagem aos recantos de Arcoverde ou qualquer outra cidade de interior cheia de pérolas folkcomunicacionais feito esta.

Parabéns ao Sr. José Paes de Lira (Lirinha), à Leandra Leal e à todos que fizeram desta idéia de "Mercadorias e Futuro" algo fascinante aos meus olhos.

P.S.: E eu acho que ví o Nêgo Henrique lá no fundo do palcooooo!!! xD

Leia mais:

Hurtmold

"A cada cinco vezes recomenda-se: uma, duas, três...
Nada que seja especialmente feito pra você."


[Chuva Negra - Hurtmold]






Se tem uma coisa no mundo que me chama atenção, é uma música mais poética que o normal, daquelas que conseguem expressar com clareza certas sensações, sem fazer uso de letras e rimas para tal.

E quando essa expressão tem estilo para competir com aquele muito usado por Los Hermanos, Orquestra Imperial, Mombojó e outras bandas poético-rítmicas do yeyeyê moderno, eu deliro.

Delirante. Talvez seja a minha melhor forma de caracterizar o que se sente ao ouvir Hurtmold, banda fundada em 1998 em São Paulo, cujo som de base é o Rock, e suas misturas com ares experimentais.

Aproveito para agradecer ao Caio, por ter me apresentado a seguinte obra:














Os integrantes são Guilherme Granado (teclado, escaleta e vibrafone), Rogério Martins (percussão e clarinete), Marcos Gerez (baixo), Maurício Takara (bateria, vibrafone e trompete), Fernando Cappi e Mário Cappi (guitarras). O som que sai é assim, uma viagem do Jazz ao brasileiríssimo samba, com aquele tapinha de rock.



Lançaram duas demos, "Everyday Recording" (1998) e "3am : A fonte secou" (1999). Mas, como coisas boas nem sempre cessam assim tão rápido, a fonte que havia secado deu luz aos discos:



- Et Cetera - 2000



- Cozido - 2002



- Hurtmold / The Eternals - Split - 2003



- Mestro - 2004



- Hurtmold - 2007

* Clique no álbum para fazer o download *

Rob Gonsalves e sua Arte Progressiva

"Air full of feathers, fluttering distant laughter
Air full of signs & strange magic
Planets aligned in warning"

[The Other Half - Marillion]




Já declarei aqui, em outros posts, o meu amor exacerbado pela música Progressiva, cuja a maior inspiração vem do som da banda britânica Marillion. Também curto Pink Floyd e outras bandas mais conhecidas pelos amantes deste estilo. Mas para mim, o feeling nas letras e na harmonia de Marillion é incomparável.


Pois bem, nas Artes Plásticas também existe uma vertente Progressiva, que tenta unir em uma só tela, traços da realidade e do imaginário. Esta linha tênue que divide os dois tem me encantado. Vou demonstrar melhor falando sobre as obras do pintor canadense Rob Gonsalves.



* Quando eu era criança, eu também imaginava que meu balanço iria mais alto que as coisas, e que com ele, eu poderia chegar até o céu *


Pelas minhas pesquisas, Rob Gonsalves nasceu em 1959 e ainda hoje pinta suas telas. Rob é um criador de ilusões, suas pinturas fantásticas são um convite, algo como: "Vem e desvenda-me". Ao ver tais pinturas vc saberá que não poderá confiar em nada à primeira vista, e que tudo merece um olhar mais profundo. Em qual perspectiva vc acha que as coisas se encaixam?


A mágica de sua arte é justamente esta. Fica a seu critério imaginar que mensagem ela realmente quer passar, no meio de tantas. Ele te obriga a pensar, ele te convida a despertar do sono que o conformismo e o cotidiano te traz.



* A música que domina o mundo*



Veja mais obras deste pintor, e outros que seguem a mesma linha, no site Progressive Art Media. Ou clique na imagem abaixo para ver as outras obras de Rob Gonsalves.



* O manto que cobre os nossos sonhos talvez venha das águas do paraíso*


;D

Sean Lennon

Love is like an aeroplane / You jump and then you pray
The lucky ones remain / In the clouds for days

[Parachute - Friendly Fire]



Não nego que eu estava mesmo sem ter o que fazer na última madrugada. Cheguei às 3hs da manhã sem sono algum, e fui direto para google / youtube. Como a minha playlist estava cheia de músicas do Paul Mccartney e do John Lennon, eu resolvi buscar mais coisas sobre os dois. Ou melhor, sobre a família dos dois!


Ai, que descoberta! Depois de assistir aos clips suuuuper chatos de Julian Lennon e Linda Mccartney, eis que, num passe de mágica, dou de cara com o mocinho da foto acima, que atende gentilmente por Sean Taro Ono Lennon.




Ele é o filho de Yoko Ono e John Lennon. A cara não nega... xD Olhe bem para ele e verás o pai. Escute suas músicas e catapuft! Meu Deus! John Lennon ressucita! oauheaohe!


Alguns sites contam que Sean levou uma bela "dispensada" de Dave Growl, quando tentou montar uma banda com ele, mas Dave já estava com planos bem traçados com o Foo Fighters e afirmou que "tinha gostado das composições dele, mas já tava seguindo seu rumo".






Sean Lennon trabalhou com diversas bandas, produzindo e compondo algumas canções. Sua maior contribuição talvez tenha se dado à Dopo Yume e à banda de sua ex-namorada Yuka, chamada Cibo Matto. Um som muito bom de se ouvir, por sinal! ...coisa dos Deuses!


Entre um projeto e outro, Sean remixou o disco "Postmodern Platos - Remixes Com defeito de Fabricação" (1999) do cantor e compositor baiano Tom Zé; Assinou a caligrafia e todo o projeto gráfico do álbum "Technicolor" (2000) da banda brasileira Os Mutantes. E fez com que cerca de 59 álbuns dos mais variados artistas recebessem alguma colaboração qualquer de suas mãos, voz e mente. Seu último trabalho mais conhecido foi junto ao guitarrista do Strokes, Albert Hammond Jr. , em seu disco solo intitulado "Yours to keep", onde Sean tocou baixo, piano e fez backing vocal.




Apesar de adorar os três albuns citados (e muitos dos que aparecem na segunda imagem), a minha admiração por este moço floresceu ao ouvir o seu último solo (Friendly Fire - 2006), no qual ele canta suas canções deprês com uma voz anasalada, feito aquela do pai. O disco é perfeito! Quem curte um som progressivo, se identificará bastante com tal álbum.


Pelo que ví, Sean lançou 2 discos solos. O primeiro foi lançado em 1998, se chama "Into the Sun". É um album mais pop, enquanto o segundo "Friendly Fire", lançado em 2006, é bem mais progressivo.


Há outros dois EPs: o primeiro é "Home" de 1998, que traz ilustrações e canções autorais. E o segundo foi lançado em 1999, sob o título de "Half horse half musician", cuja sensação de ouví-lo é inexplicavel.



Aos 32 anos, Sean Ono Lennon é ator, compositor, cantor, músico, artista plástico, escritor e cineasta.


Atuou nos filmes "Moonwalker" - 1998 (isso mesmo, aquele do Michael Jackson!), "Friendly Fire" - 2006 (que leva o nome do álbum) é um musical escrito e dirigido por ele na companhia de Michelle Civetta; Por fim, "Coin Locker Babies" - 2008 (que ainda está em fase de produção, mas também tem roteiro escrito por ele). Além destes, Sean escreveu e fez a sonoplastia de um filme independente dirigido por Jordan Galland. "Smile for the camera" - 2005 (ganhou prêmio de melhor curta e direção de arte).



Vidinha agitada? Imagina! O mocinho tem um histórico fantástico de vexames por conta de suas ex. Alguns chifres aqui outros alí, e outras coisas que nem importam (afinal, elas que o perderam). O fato é que Sean Lennon está se firmando, e seus fãs no Brasil estão espalhando suas composições feito formiguinhas distribuindo grãos de açúcar. E sem perceber, eu começo a enxergá-lo como devo, e não como a sombra de seu pai, embora sua voz e os traços faciais sejam tão idênticos aos do Beatle.


Não vou deixar nenhum clip desta vez, mas deixarei algo melhor...

...quer baixar os álbuns?
Aproveite bem aí!



.*..*. Into the Sun / 1998
[uma pitada de bossa nova + um punhado de pop + chill out]

.*. .*. Half horse half musician / 1999
[rock + experimental + progressive rock + blues]


.*..*. Friendly Fire / 2006
[progressive rock + blues]



Site Oficial: http://www.seanonolennon.com/


;D

...e Double You está de volta!




Na verdade, quem é fã mesmo sabe que William Naraine e sua linda voz nunca estiveram assim tão longe do Brasil. Dizem até que o moço já ganhou cidadania (RNE) por viver mais no Brasil do que em qualquer outro lugar do mundo! Vamos relembrar um pouquinho os velhos dances?




Há mais ou menos 10 anos atrás, eu fiquei muito fula com meu pai. Porque enquanto eu me arrumava pra ir ao show do Double You (mesmo sem ter idade suficiente para tal) uma prima dizia a maior asneira aqui ao lado da porta do meu quarto: "vc não viu? a Mãe Diná disse que vai morrer um monte de gente no próximo show internacional que tiver por aqui". E meu pai: "Samaraaaaa! Pode se desarrumar".

E eu?

eu só pensava * ah vontade de jogar essa macaca num poço! - mas ela era muito gorda, nem ia dar certo *

Enfim... tive que esperar a próxima oportunidade. Se bem que esta não tardou tanto assim. Poucos meses depois o moço do topete estava dando o ar de sua graça por aqui denovo. Desta vez, no MN Palace. E desta vez, meu pai disse que poderia cair tudo, que ele não tava nem aí... (aoehaouehaoeuh!!! ) - * e eu amei isso *

Mas como uma menina de 13 anos esconderia a idade que tinha e entraria num show de dance onde as pessoas estavam indo para dançar e principalmente paquerar? (coisa que naquela época eu nem sabia o que era - afinal, menina de 13 anos naquela época só queria saber de dançar e pular elástico!). Pedi uma ajudinha às minhas primas que prontamente ajeitaram uns peitos, bundas e uma maquiagem carregada que me fez ficar estranha. Bem estranha. Mas tudo bem... era o show que eu queria ver!

E lá fui eu... rumo ao antigo MN Palace, só para ver William Narraine, e aquela morena que eu achava o máximo (só queria ser ela) Sandra Chambers, mais conhecida como Sandy. Resultado? Eu pirei! Os paquerinhas das minhas primas me botavam no ombro, eu gritava, as pessoas olhavam pra mim e eu com as mãos pra cima, olhos fechados e boca bem aberta cantando T-O-D-A-S!

Lembro bem que a última canção foi Gonna be my baby, que ainda hoje é a minha predileta. E ele dedicou às moças bonitas que alí estavam. Apesar da roupa, peitos e bundas postiças, eu me achei uma menina linda e sorri, como se a canção também fosse pra mim. Aaahh... tempos lindos que não voltam mais.

Conheço algumas pessoas que curtem Double You, mas não como eu e minhas primas naquela época. Nós sabíamos todas as canções e todos os passinhos que eles faziam quando tocavam no "Viva Noite" com o Gugu, ou no Programa do Raul Gil. E como a Monique tá pedindo pra eu desenterrar...vê só esse vídeo aí:












Se Double You me faz lembrar alguma coisa, esta tem muito haver com a minha adolescência e ainda célebres traquinagens de infância, quando utilizava os hits do grupo para fazer danças sincronizadas com as minhas coleguinhas de classe, na próxima gincana. Era inevitável, eles sempre estavam nas minhas fitas k7, ou no som do carro da mamãe.

Meus amigos das antigas como a Jiselly, Mayco, Machado Neto, Iana e Hudson devem lembrar bem da época em que eu vivia cantando e dançando essas músicas. Sem contar que eles devem ter muita coisa hilária pra contar, mas essa parte eu vou ficar devendo!

Pois é... depois de tanto tempo fora do meu mundo, ele está de volta.
Hoje o dvd Double You Live, gravado em São Paulo, estará sendo lançado na FNAC (Av. Paulista) com uma noite de autógrafos do mocinho bonitinho aí em cima. E meu amigo Paulo Henrique disse que vai lá comprar pra mim (AHAAAAA!!! iuuupi!). E eu....bem, eu estou aguardando ansiosíssima!



Fora isso, espero pacientemente que as pessoas que promovem shows por aqui possam fazer uma festa "pauleira" de Anos 90, e tragam a banda pra cá denovo. Porque esse cd só tem pérola que merece ser cantada por mim, no ombro de alguém, com os braços pra cima, olhos fechados e a boca bem aberta!


Como diria minha amiga Nat: Ow man! \die


xD

Mas... vou parar por aqui porque o texto está ficando enorme... cheio de saudade! E se vc também estiver morrendo aí também, aproveita e pede ajuda ao Santo 4shared. ;D

besitos!

C + C Music Factory !!!

Abrindo o mês do natal, eu resolví redigir um texto sobre uma banda super especial, que aliás, apareceu para mim de volta (depois de quase uma década), fantasiada de
"o melhor presente de natal"
...pelo menos até agora!





Você lembra da novela Quatro por Quatro? ...onde a Babalú (interpretada por Letícia Spiller) arrasava corações com seus modelitos coloridos, criando a modinha das meias sob sandálias Melissa, e shortinho jeans bem curto? Deixe-me te ajudar a colorir a memória. Se você lembrou de cara, ótimo! Então você também deve lembrar da trilha sorona do romance de Babalú e o Mecânico Raí (Marcello Novaes), que enfeitou muitas mensagens fonadas e aqueles cafonas carros de mensagem surpresa por um bom tempo.



Claro... aparentemente a novela não tem muito haver com os rapazes da foto acima. Afinal, tratam-se de lendas do Dance Music nos Estados Unidos. Mas a música da Babalu e seu namoradinho por um bom tempo foi o furacão "Take a Toke" de C + C Music Factory.



O grupo nada mais foi que um encontro de DJs que tinham belas vozes (é isso aí, naquela época os DJs também cantavam como DJ Bobo!), tocavam super bem, e tinham uma criatividade fora do comum para mesclar em grande estilo suas batidas e melodias.



Criado por David B. Cole e Robert Clivillés, o C+C Music Factory ( ou C&C ) tornou-se mundialmente conhecido nos anos 90, com o hit "Gonna Make You Sweet (Everybody dance now)", gravado com a participação de Martha Wash e o gatíssimo Freedom Williams. O hit foi primeiro lugar "nas paradas" dos EUA, ganhando ainda mais fama quando foi revelado que a cantora que aparece no clip era Zelma Davis. Isso rendeu processo, pois Martha Wash era a "gordinha" da voz legal, enquanto Zelma era a modelo de corpo sarado.




A mistura de Dance com aquilo que hoje chamamos de R&B foi dosada de maneira excitante e bem produtivo por Cole e Clivillés, que também contavam com a participação de Deborah Cooper, além das já citadas Martha Wash e Zelma Davis, fora as freqüentes participações especiais. Oito álbuns foram lançados, sendo que destes, quatro são compilações *. Antes disso, lançaram alguns vinis remixando grandes sucessos internacionais, como "Pride (in the name of love)" de U2.


Álbuns:

Os dois também produziram artistas como Mariah Carey ("emotions"), Michael Jackson ("Black or White"), New Kids on the Block ("No more games") e Whitney Houston. Aliás, é deles o Grammy de melhor canção pela trilha sonora do filme "O Guarda Costas", que também recebeu indicação ao Oscar por melhor música com "I have nothing" ( if I don't have...youuuu!...uuhhh! xD )







A dupla se desfez em 1995, com a morte de David B. Cole, vítima de Meningite Espinhal.





Com o fim de C+C, Robert Clivillés continuou trabalhando com produções musicais e hoje mantém uma página na web, onde divulga seus novos trabalhos e tem contato com seus fans.



Martha Wash continua cantando. Há algumas semanas lançou a canção "Keep your body working", com o Dj Extraordinaire, e já está "nas paradas de sucesso" dos EUA. A cantora ainda colhe bons frutos desde que desistiu de sua turnê como backing vocal de Mariah Carey, para se dedicar à carreira solo.



Zelma Davis parou no tempo. Em sua página na web constam apenas trabalhos da era C+C Music Factory.


Freedom Williams, que por um bom tempo trabalhou com New Kids on the Block, teve a transformação mais incrível de todas. Ele que nos anos 90 parecia o Xandy (no começo de Harmonia do Samba), está um tanto quanto...estranho. Mas, deixai que as imagens falem por si só... (re) Veja aqui o antes e o depois.



Por fim, para melhor ilustrar o grande valor que este grupo de talento deu ao universo do Dance Music, nada melhor que relembrar o maior hit de todos os tempos, em uma versão bem legal feita por aquele que talvez seja o seu maior fã...






Borat - Gonna Make you Sweet (everybody dance now).

P.S.: * Se vc também quiser as músicas para download, como presente de natal, clique na primeira foto...lá em cima... xD ...e divirta-se!*

 
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