Uma das mais belas lembranças da minha adolescência envolve os Backstreet Boys e a descoberta de algumas facetas como a sensualidade, as paquerinhas no shopping, o primeiro amor... e o primeiro fora. Depois do primeiro fora, a mudança pode ser tão grande que você nunca mais será a mesma.
Lógico que isso também depende do meio. Talvez se minhas conselheiras tivessem sido outras, as coisas hoje não seriam as mesmas. Conversava muito com a minha mãe, tínhamos uma relação de irmãs. Mas também conversava muito com algumas amigas tão sonhadoras e otimistas quanto eu. E naquela época, era comum trocar o mocinho que te deu um fora, pela atenção inebriante que um artista poderia dar a você. É coisa de segundos, que ultrapassa os limites da câmera, e encantava meus olhinhos com tanto carisma (ou teatro...como queira) e talento.
O fato é que o mundo de sonhos começou a tomar conta de mim. E eu me perdi nele.
Enquanto a minha prima Carla dizia que casaria com o Nick Carter, eu dizia que casaria com o Kevin Richardson, e nós seríamos as pessoas mais felizes, viajando o mundo inteiro com os nossos maridos perfeitos... hahahahaha!
Ela desistiu da ideia (virou forrozeira) e eu continuei apreciando as obras dos rapazes de Orlando. Daí já não pensava em casamento, e muito menos no quanto eles eram bonitinhos. A beleza caiu na rotina, mas o som produzido ainda não havia tomado este rumo. Nesta mesma época eu já me interessava pelo canto, e era completamente apaixonada por vocalizações de pequenos grupos. E os Backstreet Boys sabiam fazer isso muito bem...
Eu gostava muuuuito de Pop (coisa que um certo LP da Madonna me ensinou bem), e as infinitas possibilidades em relação ao canto e às danças me impulsionavam a cada vez mais consumir este "produto" mesclado a outros estilos ou não. Depois dos dois primeiros álbuns (BSB e Backstreet's Back) veio Millenium, Black and Blue, Never gone, e alguns singles... todos com uma evolução vocal incrível, principalmente de Brian Littrel, AJ McClean e Kevin Richardson. Daí a coisa esfriou, e a banda entrou em um hiato inexplicável. Com o cd solo de Nick (em 2002) e o cd solo de Brian (em 2006), vem a pior notícia: Kevin sai da banda. Bem aí eu imaginei o enterro de uma série de álbuns interessantes. E assim, os Backstreet Boys se foram...
Tempos depois, os quatro que ficaram, voltam com o álbum "Unbreakable", e nada de animação da minha parte.
Ainda acompanhei este gênero Pop por algum tempo com N'Sync, Boyzone, 5five e Westlife. Conhecí "Take That", bem mais antiga que os Backstreet Boys, e odiei com toda força o New Kids On The Block(step by step oh baby). De lá pra cá escutei coisas bem diferentes de pop, embora nunca o tenha abandonado de vez. Às vezes tenho as minhas recaídas. Mas é certo que o atual cenário do pop não me atrai. Por mais que a Rihanna cante bonitinho, eu não suporto as músicas dela. A Beyoncé é tolerável porque ela ainda carrega uma bagagem vocal do Destiny's Child, que eu adoraaaaaaava. Isto também vale para Mariah Carey que se mesclou demais ao hip hop mas ainda canta como antes.
Esta exacerbação nas batidas do hip hop não me atrai tanto... Os Backstreet Boys já mostravam uma certa tendência (tanto nas roupas da primeira temporada, quanto na dança e na batida), mas não imaginei que eles apostariam em músicas assim. O novo álbum está cheio delas como "If I Knew Then". Há quem goste, e talvez faça um sucesso bacana já que hip hop é a modinha do momento, mas eu não me animo com isso. A única desta linha que achei legal é "This Is Us", que vou enjoar logo... (detalhe)
O ponto positivo é a convergência. Há um pouco de house music e uma viagem descarada ao passado em "Bye Bye Love", "All Of Your Life" e "Masquerade", Também tem aquela música romântica bem no estilo antigo com "Shattered", e é justamente nesta última que sinto mais falta ainda da voz de Kevin Richardson fazendo os vocais graves. Você vai encontrar uma cuja melodia lembra um certo pop do U2 ou Keane, este é o caso de "Bigger". A surpresa maior é "P.D.A (Public Display of Affection)" cujo comecinho lembra hits da Amy Winehouse até que muda radicalmente para as melodias detestáveis de hip hop...
Agora, bem mais que antes, Backstreet Boys pulou para a lista de "coisas para se ouvir em academia". Sabe aquela música que de tão "normal", não serve para o set list da balada...e a gente acaba colocando no playlist da ginástica? Pois é. Triste... e eu nem faço ginástica ¬¬'
Como se não bastasse, ainda pegaram o gancho do Crepúsculo e agora são "Os Vampiros" protetores da humanidade na faixa título "Straight Through My Heart". Só falta afirmarem que são "vegetarianos".
Voltar ao que era vai ser difícil. Ser melhor então, mais ainda. E olha que isto não tem nada haver com o fato de ter saído da adolescência e preferir viagens. Os motivos são simples: O Nick está na sua pior fase musical; Howie ainda não se soltou... e tá mais cafona que nunca...[nem o Luis Miguel sabe fazer bem o tal "Amante Latino"]. E com o Brian sendo o mais novo infectado da Gripe Suína, só o AJ cantará por todos. Pelo menos ele continua bem... vamos ver até quando ele aguenta.
Ontem a noite tive momentos agradáveis junto aos amigos de turma do 7º Período. Conversamos sobre muitas coisas, mas o momento mais cômico certamente foi a troca de sabedorias youtubeanas. Descobrimos tantos vídeos em comum e outras raridades de muito estilo e no mínimo célebres.
Yansan, é um orixá (divindade). Senhora dos ventos, dos raios e das tempestades segundo a mitologia yorubá (africana). Para o Candomblé, ela foi mulher de Ogum (com quem teve nove filhos) e depois foi mulher de Xangô, que foi o seu verdadeiro amor.
"Yansan e Xangô vieram juntos ao mundo. Um pertence ao outro. Eles morrerão no mesmo dia"
Mayra Lucas e Carlos Eduardo Nogueira decidiram contar essa estória de um jeito mais moderno, com muitas cores, brilho, mas não com menos fábula. Você se encanta do mesmo jeito, principalmente pela voz inigualável de Milton Gonçalves. O resultado você confere logo abaixo.
Yansan é vencedor de 10 prêmios em diversos festivais nas categorias filme e animação.
Daqui a pouco ele vai receber o prêmio de Ator do ano (bem merecido), porque todo mundo sabe que depois da morte de pessoas tão fantásticas como Raul Cortêz, Nair Belo, Gianfrancesco Guarnieri e agora Paulo Autran, são poucos os atores "di catiguria" suficiente pra preencher o lugar que estes deixam.
Este moço que interpretou o Capitão Nascimento realmente surpreendeu boa parte do público com seu talento. O cinismo de Olavinho não cairia bem em qualquer ator... E a força moral junto ao conflito emocional do Capitão Nascimento foi muito bem representada por ele.
Aaaaa...mas eu não vou falar do Tropa de Elite! Não vou mesmo!!! Até mesmo porque não dá pra ficar repetindo lugares comuns para algo tão "perfeitamente" encaixada na lista de best sellers do cinema brasileiro.
Do Tropa de Elite só dá pra dizer uma coisa... é um perfeito "Pulp Fiction" da cidade do Funk. E quanto ao Wagner Moura... moço pacato, muito sério, inteligente (já leu o artigo dele?), Jornalista por formação, um dos melhores atores de hoje... mas que bundinha hein? Adorei o reboladinho! E digo mais...
É O KUBI tchek tchek tchek!!!
E aproveitando a tal reforma que o governo decidiu fazer no Planalto: